Erro do EF Migrations ao atualizar o Database no SQL Azure

Ao executar o comando update-database via Migrations do EF CodeFirst para atualizar um database hospedado no SQL Azure você pode receber uma mensagem de erro:

Tables without a clustered index are not supported in this version of SQL Server. Please create a clustered index and try again.

Pesquisando sobre o erro descobri que é um bug já reportado do EF 6 Alfa 3.
O motivo apresentado por Andrew Peters (EF Developer) foi:

This causes Migrations not to work on Azure because the history table needs at least one clustered PK

Como resolver:

1- Atualize a versão da biblioteca do EF 6 (a correção foi disponibilizada em 07/03/2013).

2 -Caso não seja possível a atualização da biblioteca, existe um workaround:

Crie uma classe de custom migration SQL generator

using System.Data.Entity.Migrations.Model;
using System.Data.Entity.Migrations.Sql;

public class AzureSqlGenerator : SqlServerMigrationSqlGenerator
{
    protected override void Generate(CreateTableOperation createTableOperation)
    {
        if ((createTableOperation.PrimaryKey != null)
            && !createTableOperation.PrimaryKey.IsClustered)
        {
            createTableOperation.PrimaryKey.IsClustered = true;
        }

        base.Generate(createTableOperation);
    }
}

E registre a sua custom generator no arquivo Configuration.cs da pasta Migrations

internal sealed class Configuration : DbMigrationsConfiguration<MyContext>
{
    public Configuration()
    {
        AutomaticMigrationsEnabled = true;

        // Esta linha abaixo:
        SetSqlGenerator("System.Data.SqlClient", new AzureSqlGenerator());
    }

    protected override void Seed(MyContext context)
    {
    }
}

Pronto!
Pode rodar novamente o comando update-database que o problema estará resolvido.

Até a próxima 😉

Orientação a Objeto – SOLID

SOLID é um acrônimo dos cinco primeiros princípios da programação orientada a objetos e design de código identificados por Robert C. Martin (ou Uncle Bob) por volta do ano 2000. O acrônimo SOLID foi introduzido por Michael Feathers, após observar que os cinco princípios poderiam se encaixar nesta palavra.

São eles:

Letra Sigla Nome Definição
S  SRP Principio da Responsabilidade Única Uma classe deve ter um, e somente um, motivo para mudar.
O  OCP Princípio Aberto-Fechado Você deve ser capaz de estender um comportamento de uma classe, sem modificá-lo.
L  LSP Princípio da Substituição de Liskov As classes base devem ser substituíveis por suas classes derivadas.
I  ISP Princípio da Segregação da Interface Muitas interfaces específicas são melhores do que uma interface única.
D  DIP Princípio da inversão da dependência Dependa de uma abstração e não de uma implementação.

Os princípios SOLID devem ser aplicados para se obter os benefícios da orientação a objetos, tais como:

  • Seja fácil de se manter, adaptar e se ajustar às alterações de escopo;
  • Seja testável e de fácil entendimento;
  • Seja extensível para alterações com o menor esforço necessário;
  • Que forneça o máximo de reaproveitamento;
  • Que permaneça o máximo de tempo possível em utilização.

Utilizando os princípios SOLID é possível evitar problemas muito comuns:

  • Dificuldade na testabilidade / criação de testes de unidade;
  • Código macarrônico, sem estrutura ou padrão;
  • Dificuldades de isolar funcionalidades;
  • Duplicação de código, uma alteração precisa ser feita em N pontos;
  • Fragilidade, o código quebra facilmente em vários pontos após alguma mudança.

Os princípios SOLID deveriam ser aplicados por qualquer desenvolvedor maduro, porém pouquíssimos profissionais preocupam-se em utilizá-los, sugiro que crie um sistema simples e utilize estes princípios para treinar, será uma experiência gratificante.

Este é apenas o artigo introdutório sobre SOLID, nos próximos abordarei cada princípio em um artigo separadamente, explicando e demonstrando com código e exemplos a proposta de cada um, continue acompanhando 😉

Referências:

Desafio – Certificação Microsoft MCSA em 90 dias

Olá pessoal,

A Microsoft lançou recentemente uma campanha de Certificação Microsoft MCSA em Windows Server 2012 e SQL Server 2012.

A campanha é um desafio:
90 dias para o MCSA – Essa certificação é conquistada ao passar em 3 exames.

A Microsoft como incentivo está disponibilizando todo material preparatório e um desconto de 15% em cada exame + Second Shot (caso reprove no exame, terá uma segunda chance gratuita).

Faça um compromisso com você mesmo e comece hoje a estudar, sua carreira agradece 😉

Para saber mais:

Boa sorte!

ASP.NET SignalR – Introdução e Utilização

O ASP.NET SignalR é uma biblioteca open-source que facilita a implementação de comunicação em tempo real, atualizações/notificações de forma assíncrona em uma aplicação.

Foi desenvolvido por dois funcionários da Microsoft – Damian Edwards e David Fowler, todo o código fonte do projeto está disponível no GitHub

Há um certo tempo foi incorporado pela plataforma ASP.Net, sendo:

ASP.Net SignalR

Funciona através de uma biblioteca Server Side (ASP.Net) e uma Client Side (Javascript), é suportado em aplicações do tipo Silverlight, Windows Phone 7 e 8 e WinRT. Veja a lista completa de plataformas suportadas aqui.

Quem já precisou desenvolver uma aplicação real-time conhece as dificuldades de manter um certo volume de conexões do servidor, manipular a maneira que o servidor trata as requisições, garantir que o client esteja exibindo as informações no tempo certo e enfim.

Existem alguns meios de implementar uma comunicação em tempo real (Long Polling, WebSockets, Node.js) todas essas técnicas/tecnologias possuem sua complexidade ou limitação técnica, o SignalR propõe a facilitar a implementação da comunicação real-time em sua aplicação.

O que é uma aplicação real-time?

É uma aplicação onde a informação chega em tempo real, imagine um chat ou um ticker de cotação da bolsa de valores, essas informações estão sendo distribuídas em tempo real para todos os clientes consumidores da aplicação.
Para se desenvolver uma aplicação em tempo real é necessário que o servidor seja capaz de sensibilizar todos os clientes conectados assim que uma informação chegar.

Como funciona?

O ASP.Net SignalR é uma abstração de uma conexão, ele trabalha por baixo dos panos definindo o melhor tipo de transporte em dois níveis diferentes de abstração o que ocasiona uma impressão de uma conexão persistente.

ASP.Net SignalR

Transportes

Um dos grandes pontos do ASP.Net SignalR é sua capacidade de gerenciar a escolha do tipo de transporte a ser utilizado.

Como mostra a figura existem quatro tipos de transportes disponíveis:

  1. WebSockets
  2. Long Polling
  3. Server Sent Events
  4. Forever Frame

Lendo a documentação do ASP.Net SignalR iremos entender que fica a cargo dele encontrar o transporte mais eficaz entre um server/client, dando sempre preferência por WebSockets quando disponível e caso não esteja disponível parte para Long Polling e os demais em sequência.

WebSocket é uma tecnologia que permite a comunicação bidirecional por canais full-dulplex sobre um único soquete Transmission Control Protocol (TCP). Ela foi projetada para ser executada em navegadores e servidores web que suportem o HTML5, mas pode ser usado por qualquer cliente ou servidor de aplicativos. A API WebSocket está sendo padronizada pelo W3C e o protocolo WebSocket está sendo padronizado pelo IETF.

Sendo assim apesar de termos tipos de transportes variantes o código fonte é sempre o mesmo, a responsabilidade de escolher o tipo de transporte fica por conta do SignalR, porém existe disponível uma maneira de definir o uso de um transporte específico.

Comunicação com PersistentConnection e Hubs

O ASP.Net SignalR oferece dois níveis de abstração de comunicação entre clientes e servidores, sendo o Hubs de alto nível e PersistentConnection de baixo nível.

PersistentConnection representa um endpoint de comunicação com um único destinatário, agrupamentos ou mensagens de broadcast.
É necessário a configuração de uma rota customizada dentro do arquivo Global.asax.

A API de conexão (representada em código .Net pela classe PersistentConnection) dá ao desenvolvedor acesso direto a comunicação de baixo nível que o SignalR expõe, similar a forma de trabalhar com Sockets. O modelo de comunicação PersistentConnection será familiar para os desenvolvedores que usam API’s baseadas em conexão como o Windows Communcation Foundation – WCF.

Hubs é um pipeline de mais alto nível construído sobre a API PersistentConnection  e que permite que o cliente e servidor chamem métodos entre si diretamente.
O SignalR lida com o envio através dos limites da máquina, permitindo que o cliente chame os métodos no servidor tão facilmente como métodos locais e vice-versa.
Se o seu aplicativo usa diferentes tipos de mensagens é recomendável que você use a classe Hub, de modo que você possa chamar métodos no client em vez de enviar uma mensagem explícita que precisa ser recebida, interpretada e posta em prática. Usando o modelo de comunicação Hubs será familiar para os desenvolvedores que usam API’s de invocação remota como. NET Remoting.

A escolha de um modelo de comunicação

A maioria dos aplicativos deve usar o modelo Hubs.
PersistentConnections podem ser utilizados nas seguintes circunstâncias:

  • O formato da mensagem enviada necessita de ser controlado.
  • O desenvolvedor prefere trabalhar com um modelo de envio de mensagens ao invés de um modelo de invocação remota.
  • Um aplicativo existente que usa um modelo de mensagem está sendo portado para usar SignalR.

Como começar?

É necessário o Visual Studio 2010 SP1 ou o Visual Studio 2012

  • Inicie um projeto ASP.Net MVC
  • Instale o ASP.Net SignalR através do Nuget:
Install-Package Microsoft.AspNet.SignalR
  • Adicione um Controller vazio
public class ChatController : Controller
{
    public ActionResult Index()
    {
        return View();
    }
}
  • Crie uma View
@{
    ViewBag.Title = "Chat Básico";
}
<label for="apelido" >Seu Apelido:</label><input type="text" name="apelido" id="apelido" /><br />
<label for="mensagem" >Mensagem:</label><input type="text" name="mensagem" id="mensagem" maxlength="100" />
<div id="chatWindow" style="width: 100%; height: 300px; overflow: scroll; border: 1px solid grey"></div>

<!-- Referenciando os scripts adicionados ao Bundle -->
@Scripts.Render("~/bundles/jquery")
@Scripts.Render("~/bundles/SignalR")

<!-- Referencia para o script de Hub criado automaticamente -->
<script src="/signalr/hubs" type="text/javascript"></script>

<script type="text/javascript">
    $(function () {
        // Declarando um proxy de referencia ao Hub
        var chatHub = $.connection.chat;

        // Criando a função que será chamada pelo Hub para distribuir as mensagens aos clientes.
        // Por convenção as chamadas aos métodos são feitas em "camelCase"
        chatHub.transmitirMensagem = function (apelido, msg) {

            // Area do chat
            var chatWin = $("#chatWindow");

            // Publicando a mensagem no chat
            chatWin.html(chatWin.html() + "<b>" + apelido + "</b>: " + msg + "<br />");
        };

        // Iniciando a conexão com o Hub
        $.connection.hub.start();

        // Validando o botão enter
        $(document).keypress(function (e) {
            if (e.which == 13) {

                // Chamando o método de transmissão de mensagem no Hub
                chatHub.enviarMensagem($("#apelido").val(), $("#mensagem").val());

                // Limpando o texto da mensagem.
                $("#mensagem").val("");
            }
        });
    });
</script>
  • Crie um Hub
public class Chat : Hub
{
    public void EnviarMensagem(string apelido, string mensagem)
    {
        Clients.TransmitirMensagem(apelido, mensagem);
    }
 }

Este exemplo está disponível para download aqui.

Ao executar o projeto abra uma segunda instância de um browser (experimente browsers diferentes) e teste a conversação do chat.

ASP.Net SignalR

É incrivelmente fácil, não é mesmo?
O client chama métodos no Hub (server) como se fossem métodos locais e os métodos no server chamam métodos no client como se fossem métodos no servidor.

Quero conhecer e aprender mais!

Leia estes dois sites:

Assista este ótimo vídeo que foi gravado no TechEd 2012 por um dos desenvolvedores do  ASP.Net SignalR.

Leia este Free eBook do MVP JM Aguilar, eu já li e recomendo (inglês)

Mais exemplos para baixar:

Baixou o código fonte e teve alguma dúvida? Colocou a mão na massa e quer conhecer algum detalhe mais profundamente? Os desenvolvedores do ASP.Net SignalR respondem, eles ficam disponíveis neste chat, eu dei meu alô para eles e fui respondido:

ASP.Net SignalR

O exemplo do chat é o mais simples e clássico para usar na comunicação em tempo real, porém as possibilidades de utilização são inúmeras, adicione o ASP.Net SignalR em seu conhecimento técnico e faça proveito.

Este foi um post introdutório, falarei muito mais deste assunto em outros artigos, estou preparando uma aplicação especial para disponibilizar na comunidade utilizando ASP.Net SignalR e também tem minha palestra no Visual Studio Summit 2013 (será gravada e disponibilizada aqui).

Dê seu feedback e tire suas dúvidas nos comentários abaixo.
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Referências

Vou palestrar no Visual Studio Summit 2013

Olá pessoal,

O Visual Studio Summit 2013 é um evento anual realizado na sede da Microsoft Brasil onde alguns dos maiores nomes do mercado e convidados realizam palestras sobre todo o processo de desenvolvimento de software utilizando a plataforma de desenvolvimento Visual Studio.

E como era de se esperar os temas que serão apresentados estão super interessantes, recomendo como uma atualização de conhecimentos e troca de experiências com a comunidade técnica, vale muito a pena conferir.

Nesta edição irei apresentar o tema:
ASP.NET SignalR. O que é e como usar!

Já estou preparando o material para a palestra, o que vai render alguns artigos sobre o ASP.Net SignalR, fique ligado 😉

Para mais detalhes do evento:
http://www.visualstudiosummit.com.br 

Agradeço ao Mestre Ramon Durães pela oportunidade de colaborar em mais uma edição deste grande evento.

Te vejo lá !!!

ASP.Net MVC – Validando e-mail com DataAnnotations

Olá pessoal,

Recentemente passei por um problema e gostaria de compartilhar a solução neste artigo.

Irei utilizar um projeto padrão do tipo MVC 4 – Internet Application do Visual Studio, este projeto já vem por padrão com o registro de usuários e controle do login com FormsAuthentication implementado.

Neste projeto temos uma área de registro de novos usuários e irei customizar para que o nome de usuário seja um e-mail, para isso é necessário que haja a validação no momento da criação do novo usuário.

Aqui está a Model AccountModels.cs original:

using System.ComponentModel.DataAnnotations;

public class RegisterModel
{
    [Required]
    [Display(Name = "User name")]
    public string UserName { get; set; }

    [Required]
    [StringLength(100, ErrorMessage = "The {0} must be at least {2} characters long.", MinimumLength = 6)]
    [DataType(DataType.Password)]
    [Display(Name = "Password")]
    public string Password { get; set; }

    [DataType(DataType.Password)]
    [Display(Name = "Confirm password")]
    [Compare("Password", ErrorMessage = "The password and confirmation password do not match.")]
    public string ConfirmPassword { get; set; }
}

Para que haja a validação é necessário decorar a propriedade do campo usuário (UserName), caso você pesquise na internet irá encontrar várias referências orientando a fazer a validação desta forma:

    [Required]
    [Display(Name = "User name")]
    [DataType(DataType.EmailAddress, ErrorMessage = "E-mail em formato inválido.")]
    public string UserName { get; set; }

No momento do registro não irá funcionar a validação do formato de e-mail, ou seja, um usuário com nome “Teste” será registrado sem ser barrado pela validação.

Explicação:
Aparentemente seria essa a proposta do atributo DataType, mas não, o atributo DataType é usado apenas para formatação e não validação.

No .Net Framework 4.5 há um novo atributo System.ComponentModel.DataAnnotations.EmailAddressAttribute, que é um tipo de atributo utilizado justamente para validação, sua aplicação inclusive é mais fácil:

    [Required]
    [Display(Name = "User name")]
    [EmailAddress(ErrorMessage = "E-mail em formato inválido.")]
    public string UserName { get; set; }

Utilizei o parâmetro ErrorMessage para definir a frase de erro a ser exibida, em outros casos basta usar o parâmetro [EmailAddress] que a validação será feita:

Lembrando que ainda existe a possibilidade de fazer a validação utilizando expressões regulares:

    [Required]
    [Display(Name = "User name")]
    [RegularExpression(@"b[A-Z0-9._%-]+@[A-Z0-9.-]+.[A-Z]{2,4}b", ErrorMessage = "E-mail em formato inválido.")]
    public string UserName { get; set; }

É isso pessoal, uma dica simples mas que pode salvar algum tempo do seu trabalho 🙂

Até a próxima.